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Estudo da IBM BCS revela as melhores práticas de gestão dos diretores financeiros na América Latina
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20/02/2006
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Primeiro levantamento deste tipo realizado na América Latina, a pesquisa realizada pela IBM Business Consulting Services analisou os indicadores financeiros públicos das 500 maiores empresas da América Latina, listadas no ranking da revista AméricaEconomia. No total, 61 CFOs responderam a questionários sobre o tipo e tamanho de suas organizações, desafios e conquistas, além da performance financeira das companhias. Entre as empresas participantes, 40% eram do Brasil, 31% do México, 10% do Chile, 6% da Argentina, 6% da Colômbia, 2% da Venezuela e 2% do Peru.
O estudo possibilitou ampla gama de informações sobre a gestão financeira nas empresas da região, permitindo conhecer as tendências da área, bem como definir o tempo que esses executivos passam dedicados a tarefas que geram crescimento da receita e reduções de custos. Também constatou-se que os CFOs estão desempenhando papéis mais centrais na condução de processos de gestão de performance e gestão de risco. Em outras palavras, estão mudando de Chief Financial Officers para Chief Focus Officers, com ênfase em crescimento rentável, desempenho e administração de risco.
Com base na análise das respostas entregues pelas empresas e nas entrevistas pessoais, um time de experientes consultores da IBM Business Consulting Services chegaram as seguintes constatações e tendências:
1. Metade dos diretores financeiros estudados declarou que o custo de sua área está abaixo de 1% da receita líquida de suas empresas, o que é menos que a média mundial. 2. O foco dos CFOs tem sido principalmente as estratégias de crescimento e a melhoria do controle interno. 3. Do trabalho da área de finanças, 69% correspondem ao processamento de transações e atividades de controle. Os diretores financeiros esperam diminuir essa porcentagem para 55% em dois anos e dedicar-se mais às atividades estratégicas. 4. A média das empresas latino-americanas é de 104 funcionários na área de finanças por US$ 1 bilhão em receita líquida. A participação mundial fica, em média, em 97 funcionários. 5. Os CFOs expandem suas áreas de atividade: 45% deles têm sob sua responsabilidade o setor de tecnologia da informação e 20% a administração de pessoal e a folha de pagamentos. 6. Para o futuro, a previsão dos CFOs é de que as estratégias de crescimento consumirão mais de seu tempo e esforço, bem como os programas de redução de custos e melhoria contínua da função financeira e de TI da companhia. 7. Os principais objetivos da área financeira são a redução de custos e a adoção de novos modelos de gestão. Além de uma forte tendência de centralização de atividades transacionais de finanças, que, em alguns casos, é realizada através de Centros de Serviços Compartilhados. 8. A maioria das empresas pesquisadas já implementou um ERP e a maior parte delas planeja expandir as funcionalidades ou o uso do sistema.
Fermin Marquez, líder para América Latina de Financial Management da IBM Business Consulting Services, que liderou este estudo, destaca alguns aspectos importantes: "As métricas de performance financeira na América Latina são tão boas quanto as conseguidas nos benchmarks globais e, em alguns casos, ainda melhores. Os executivos da área financeira estão adaptando suas estruturas de custos e processos de negócios em direção às ‘finanças virtuais’. Simultaneamente, os CFOs gerenciam adequadamente a complexidade regional relacionada à centralização de processos de finanças, planejamento cross-border de impostos, gestão de caixa regional, padrões de contabilidade díspares e, acima de tudo, ambientes de diversidade cultural".Premiação Com base na avaliação das informações compiladas no estudo, foi possível reconhecer seis CFOs como os diretores financeiros com as melhores práticas de gestão para o departamento de finanças. Quatro deles são brasileiros, um mexicano e um argentino.
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Fonte: IBM
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